Perguntas mais Frequentes (FAQ)

O que é amiréia?
A Amiréia é um produto obtido a partir da extrusão da mistura de amido de milho, uréia pecuária e enxofre 99%.

No processo de extrusão, ocorre o pré-cozimento do amido sob temperatura elevada e alta pressão. A molécula da uréia fica então retida pelo amido gelatinizado, características que confere ao produto grande estabilidade e propicia uma degradação lenta e simultânea de seus componentes. O tempo de degradação da amiréia é de até 4-5 horas.

A Amiréia Pajoara, por ela apresentar a degradação lenta e simultânea de nitrogênio e energia, tem como função favorecer o crescimento microbiano dentro do rúmen do animal. Esse crescimento microbiano ocorre devido o fornecimento de energia e nitrogênio em pequenas quantidades, porem constantes, nutrindo com maior eficiência a flora bacteriana do rúmen, assim aumentando a produção de proteína microbiana em até 5 vezes. Esse aumento da população da flora ruminal faz com que o animal consiga ingerir e sintetizar um volume maior de pastagem.

A Amiréia Pajoara apresenta uma coloração amarelo claro, característica apresentada devido a gelatinização do amido, que ao sofrer a ação da alta temperatura e umidade, esse amido tende a ficar mais claro.
A coloração da amiréia amarelo forte (gema de ovo), é uma característica de que o amido não foi devidamente gelatinizado, ou seja, a uréia não esta totalmente presa na cadeia carbônica do amido.


Como Surgiu?
Foi resultado de intensas pesquisas na década de 60 por pesquisadores americanos da KSU - Kansas State University (Bartley, E.E. & C.W. Deyoe), buscando uma maior "estabilidade" da uréia, reduzindo seus riscos e melhorando os benefícios de sua utilização, isto resultou no desenvolvimento da STAREA* (starch = amido + uréia).

Na década de 80 a PETROBRÁS patrocionou o desenvolvimento industrial e a experimentação do produto na alimentação animal através de convênio com o Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras - MG, coordenado pelo Prof°. Dr. Júlio César Teixeira, que apresentou vários trabalhos com AMIRÉIA em congressos da Sociedade Brasileira de Zootecnia.

Em 1996 após muito trabalho, dedicação e investimento, o Sr. João Alberto Boillini Piotto conseguiu produzir a amiréia em alta escala, ou seja, iniciou-se a produção industrial da Amiréia Pajoara, indústria que colocou a amiréia no mercado brasileiro na intenção de lançar um produto para solucionar o problema da pecuária e nao como mais um produto no mercado.


Vantegens e Benefícios

"A grande vantagem da Amiréia, diz Júlio César, é a possível substituição de todas as fontes tradicionais de NNP, com a uréia.
Se administrada com critérios de manejo nutricional adequados, ela atende à necessidade de nitrogênio solúvel sem qualquer risco de intoxicação. No mercado brasileiro existem produtos extrusados com denominação Amiréia, ou com outro nome comercial, que contém os mesmos conceitos de produção, com equivalente protéico de 45, 100 e 150%, menciona o professor Júlio César Teixeira do Deptº de Zootecnia da Universidade de Lavras-MG".

Amiréia traz vantagens ao rebanho:
A Amiréia é um ingrediente nutricional relativamente novo no mercado. Sua produção ainda é pequena comparada à uréia: está entre 2.000 a 3.000 ton/mês, obtidas em sete empresas localizadas em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Neste último Estado se encontra uma das indústrias pioneiras em sua produção, a Amiréia Pajoara, que começou a colocar sua linha de produtos no mercado em 1996. Ricieri Donatti Neto, Zootecnista do Departamento Técnico da empresa, informa que seu uso vem crescendo tanto na seca como nas águas, com a maior parte das disponibilidades sendo absorvida por fabricantes de misturas minerais e de rações. Mas ele destaca que está em franca expansão o número de pecuaristas que batem sua ração ou mistura múltipla na propriedade e estão aderindo à amiréia. Ricieri acredita que o produto passará a ser adicionado rotineiramente ao sal, como um mineral qualquer, para fornecimento durante todo o ano.

Atualmente, o uso da amiréia se concentra no período seco, quando cresce a necessidade de suplementação aos animais. Mas Ricieri garante que é grande o potencial do produto para as águas , por maximizar ganhos em pastagens de braquiárias fracas, com baixa qualidade nutricional mesmo na época chuvosa.

É menos tóxica quando molhada, podendo ser utilizada o ano todo viabilizando a suplementação nas águas.

- Com uma degradação lenta (de até 4 horas - slow release) a produção de proteína é 5 vezes maior, quando comparada a mistura uréia e milho.
- Produto seguro, pesquisas demonstraram que os bovinos podem consumir muito mais uréia em forma de AMIRÉIA do que uréia pecuária pura.
- Boa palatabilidade, ao contrário da uréia, a AMIRÉIA tem excelente aceitação pelo bovino, podendo ser consumida mesmo molhada.
- Dispensa adaptação prolongada, enquanto a uréia pecuária exige de 2 a 6 semanas de adaptação, com a AMIRÉIA isto ocorre de 1 a 2 semanas.
- Abre espaço nas fórmulas, por ser um protéico altamente concentrado, ao substituir outros farelos protéicos será usado em menor quantidade facilitando as batidas.
- Baixo Custo, substitui farelos protéicos reduzindo o custo por ponto de proteína.


Teste você também
Experimento no Campo: Uso Amiréia na suplementação de bezerros desmamados. Cristina Andrede Bezze, Médica Veterinária, CRMV/MS 1614

O stress provocado pela desmama, aliado a baixa qualidade das pastagens nos períodos usuais deste manejo em nosso estado acarretam perda de peso nos bezerros.

Esse fato tem levado grande parte dos pecuaristas e dos profissionais relacionados a Produção Animal a buscar alternativas que minimizem essas perdas. Foi com este interesse que a FAZENDA ITAÓCA DO JACARÉ, localizada em Campo Grande/MS se propôs a acompanhar o ganho de peso de lotes de bezerros desmamados submetidos a tratamentos diferenciados.

Os lotes foram constituídos da seguinte forma:
- LOTE I (lote controle) =258 animais de 8-9 meses
- LOTE II (lote tratado com Amiréia) = 200 animais de 8-9 meses

Os lotes foram pesados no início do tratamento e ambos foram manejados em pastagens de Brachiaria decumbens, em manejo de Voisan, com piquetes de 2ha, com troca de piquetes a cada 24hs. Inicialmente os animais passavam a noite restritos ao piquete, porém como se observou um baixo consumo de proteinado optou-se por permitir livre acesso a aguada e aos cochos de suplementação mineral.

O lote I recebeu apenas suplementação mineral, enquanto que o lote II recebeu suplementação mineral com Amiréia (35% PB. 24% NDT. Ca 100g, P 30, 14g, Na 84g).

A primeira pesagem de acompanhamento prevista para os 30 dias após o início do tratamento foi adiada devido a alterações climáticas tendo sido realizadas aos 41 e 49 dias. Respectivamente para os lotes II e I.

Os resultados obtidos encontram-se no quadro abaixo:



DIFERENCIAL DE GMD: 0,596KG/DIA COM O USO DA AMIRÉIA

*O acompanhamento inicial foi proposto para 60 dias, porém após o resultado do primeiro mês o proprietário optou por tratar dos dois lotes.

Acredita-se que o fato de inicialmente os animais não terem acesso constante aos cochos de suplementação mineral interferiu no ganho de peso desses animais, o que pode ser confirmado na segunda pesagem do lote II, conforme se pode observar abaixo:



O ganho de peso dos animais tratados se mostrou muito satisfatório e nos possibilitou uma forma de suplementação a pasto econômica, de fácil execução e de boa rentabilidade.

Lote I - Sal Mineral
Consumo ....................... 70g/cabeça/dia
Custo ............................. 70g x 49 dias x R$ 0,38 por kg = R$ 1,30 no
período/cabeça
Resultado ....................... Perdeu 8,91kg no período
O prejuízo foi a perda de 8,91kg x 54% de rendimento de carcaça = 4,81kg 4,81kg x R$ 1,70 = R$ 8,18/cab (arroba= R$ 25,50)

Lote II - Amiréia
Consumo ....................... 226g/cabeça/dia
Custo ............................. 226g x 40 dias x R$ 0,31 por kg = R$ 2,93 no
período/cabeça
Resultado ....................... Ganhou 16,97kg de peso vivo no período
O lucro foi ganho de 16,97kg x 54% de rendimento de carcaça = 9,16kg 9,16kg x R$ 1,70 = R$ 15,57/cab (arroba= R$ 25,50) Lucro líquido = R$ 12,64/cab

Conclusão

Considerando que um lote perdeu 8,91kg e outro ganhou 16,97kg somados dão uma diferença de 25,88kg, uma vantagem de R$ 22,12 para o lote que usou Amiréia com um investimento total de apenas R$ 2,93/cab (valorização de 755% sobre o valor investido em 40 dias), demonstrando a excelente relação custo benefício.

Amiréia 100S

Amiréia 150S

Amiréia 180S

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Depoimentos

Av. Principal Um, 1314 - Núcleo Industrial - Campo Grande/MS
(67) 3391-1106 / amireia@amireia.com.br

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