Houve efeito de produtos para as concentrações de N-amoniacal no líquido ruminal de bovinos (Tabela 1). Observam-se picos de liberação de nitrogênio inferiores para os produtos extrusados: amiréia-200 (A200) e amiréia-180 (A180), com máximos por volta de 5 horas de incubação, mas com liberação praticamente constante (Figura 1).
As misturas M200 e M180, as quais são compostas por milho, uréia e enxofre, como as amiréias (A200 e A180), sem passar pelo processo de extrusão, apresentaram valores superiores aos das amiréia de N-amoniacal no líquido ruminal. Tal fato sugere que o processo de extrusão, causou uma proteção à liberação do Nitrogênio no líquido ruminal.
Observa-se na Figura 2, que os produtos extrusados A180 e A200 apresentaram os menores picos de liberação de N-amoniacal no líquido, seguidos pelas misturas não extrusadas (M180 e M200). Tal fato pode ter ocorrido devido a sincronização de degradação do amido com a solubilização do Nitrogênio, permitindo que os microrganismo presentes no líquido ruminal utilizassem tanto o Carbono proveniente do amido do milho, como o nitrogênio proveniente da uréia, para a síntese microbiana.
Tal fato não correu com o Optigen, provavelmente devido a ausência de compostos, fontes de carbono para sincronização e conseqüente, síntese microbiana. Observam que as médias de N-amoniacal apresentadas pelos produtos extrusados permaneceram entre 12 e 16 mg/dL, enquanto que os demais produtos testados ultrapassaram 16 mg/dL.
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Autor: Prof. Dr. Luís Carlos Vinhas Ítavo - Zootecnista, D.Sc. Professor da Universidade Católica Dom Bosco – UCDB. Campo Grande-MS.