Amiréia na alimentação de ruminantes

A procura por alimentos mais eficientes e econômicos para
serem utilizados na alimentação animal é constante. Isto
porque a alimentação é responsável por uma parcela
significativa do custo total de produção de produtos de origem
animal. Desde o século 18 a uréia vem sendo utilizada na
alimentação animal, mas só a partir de 1960 é que seu estudo
foi intensificado. A sua grande vantagem em relação aos
concentrados protéicos naturais está ligada ao seu menor
custo por unidade de nitrogênio.

Em dietas para ruminantes com adequada concentração
energética podem ser adicionadas fontes de nitrogênio nãoprotéico
(NNP), como a uréia, para suprir suas
necessidades de proteína degradável no rúmen (PDR).
Quando há, simultaneamente, energia disponível da
fermentação dos carboidratos e da amônia, a amônia é utilizada
para produção de proteína microbiana, que, posteriormente,
sofre digestão no abomaso e no intestino delgado, liberando
aminoácidos para absorção.

 Por outro lado, a utilização de fontes de NNP na alimentação
de ruminantes apresenta limitações, como a pouca
aceitabilidade pelos animais, a segregação quando misturada
com farelos, a toxicidade e a solubilidade elevada no
rúmen.

Sabe-se que a toxicidade da uréia agrava-se quando é
consumida em quantidades elevadas e num curto espaço de
tempo. No entanto, quando a uréia é extrusada com amido
(sorgo ou milho), a toxicidade parece reduzir em função da
liberação mais lenta de amônia no rúmen quando comparada à
uréia tradicional. A liberação lenta de NNP também favorece
a digestão de celulose, já que promove um ambiente
ruminal com disponibilidade de amônia por um longo período
de maneira constante para ser usado pelas bactérias
celulolíticas.

Esta redução depende da qualidade do processo de
extrusão, principalmente no que se refere à mistura,
temperatura, pressão e tempo de permanência na
extrusora. O produto resultante da extrusão do amido com a
uréia é denominado amiréia (ou "starea" nos EUA).

A amiréia constitui-se uma forma adequada de
fornecimento de uréia, podendo ser utilizada na produção de
concentrados protéicos para a suplementação de
ruminantes. No entanto, considerações com relação ao
desempenho dos animais e a viabilidade econômica do uso
desse produtos em dietas para ruminantes sempre devem
ser feitas para evitar gastos desnecessários.

AUTORIA

Ana Karina Dias Salman
Zootecnista
Pesquisadora da Embrapa Rondônia

Fonte: www.agrosoft.org.br

Gado de Corte

Gado de Leite

Época das Águas

Época da Seca

Amiréia com Volumoso

Protocolo de teste 2008

Amiréia na Alimentação de Ruminantes

Avaliação de Produtos Nitrogenados

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